ISTo não é para velhos

Sony’s Flexible OLED

Posted in Uncategorized by PO on Outubro 31, 2008

Black Swans

Posted in Uncategorized by PO on Outubro 30, 2008

Para quem ainda não conhece o trabalho do Sr. Nassim Nicholas Taleb em probabilidades e estatística, aqui fica uma palestra em vídeo e um excelente artigo:

– PO

Será?

Posted in Uncategorized by msilverio on Outubro 25, 2008

Estamos mesmo interessados ou o link estava no hi5 de uma miúda famosa? (Reparem no número de votos portugueses).

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E por falar em honestidade…

Posted in Uncategorized by PO on Outubro 20, 2008

Voto na Manuela, e tu?

Posted in Uncategorized by PO on Outubro 20, 2008

Depois de ver a entrevista à Manuela Ferreira Leito no programa Cartas na Mesa na TVI, comunico publicamente que irei votar nesta senhora. Pena que a honestidade e o pragramatismo não vencem eleições neste país.

O pessoal gosta é daqueles que falam, falam, falam…..

– PO

Fauna

Posted in Uncategorized by rf on Outubro 20, 2008

Quem disse que a biodiversidade estava em risco? 😛


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Paragem técnica!

Posted in Uncategorized by rf on Outubro 20, 2008

Costa da Caparica 2.0

Posted in Uncategorized by rf on Outubro 20, 2008

A construção civil em Tróia tem sido desde sempre altamente polémica – isso não é novidade para ninguém. Mas juro que pensava que já tínhamos aprendido qualquer coisa… enganei-me!

Não é preciso ser um génio para perceber que as opções de planeamento do território que ali se tomaram são perfeitamente erradas. A densidade de fogos ali construída, numa língua de areia com escassas centenas de metros de largura, vai criar nos meses de verão um caos de carros e pessoas! No país dos recordes mais parvos do Guinness, estão lançadas as bases para estabelecer o novo recorde de densidade de toalhas e toldos por metro quadrado de areia actualmente detido pela Costa da Caparica em pleno Agosto. Quem quer apostar que daqui a 10 anos estamos a ouvir os donos dos prédios à beira-mar plantados a dizer que é urgente despejar camiões de areia para manter a integridade estrutural dos edifícios?

Para quando autarquias/câmaras/ministérios com mandato e meios suficientemente fortes para combater isto?

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Pecado!

Posted in Uncategorized by rf on Outubro 20, 2008

 

Reparem no que está escrito no vidro de trás do carro… Independentemente do fervor religioso da coisa, a opção estética é claramente duvidosa! Perdoa-lhes Chris Bangle, eles não sabem o que fazem.

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Auch!

Posted in Uncategorized by rf on Outubro 20, 2008

Disclaimer: se não és um  LEFTão da velha guarda é possível que não entendas este post.

Já não há respeito pelos veteranos!

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No melhor pano…

Posted in Uncategorized by rf on Outubro 20, 2008

… cai a nódoa!

Reparem na barra com a informação de preenchimento do disco na parte de baixo da imagem. Conhecem aquele última categoria de dados?  (Obrigado, Fortunato)
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Is the Matrix made of credit default swaps?

Posted in Uncategorized by PO on Outubro 17, 2008

The smell of space!

Posted in Uncategorized by msilverio on Outubro 16, 2008

Uma NOTÍCIA que me deixou eufórica. Não pela notícia em si, mas porque a fantástica série FUTURAMA já tinha inventado o SMELL-O-SCOPE 😀 Recomenda-se.

O país que não merece ser desenvolvido

Posted in Uncategorized by PO on Outubro 16, 2008

por João César das Neves – Economista, em 2000

O PAÍS QUE NÃO MERECE SER DESENVOLVIDO

João César das Neves – Economista

PORTUGAL FEZ TUDO ERRADO, MAS CORREU TUDO BEM.

Esta è a conclusão de um relatório internacional recente sobre o
desenvolvimento português.

Havia atè agora no mundo países desenvolvidos, subdesenvolvidos e em vias de desenvolvimento. Mas
acabou de ser criada uma nova categoria: os países que não deveriam ser desenvolvidos.
Trata-se de regiões que fizeram tudo o que podiam para estragar o seu processo de desenvolvimento e…
falharam.

Hoje são países industrializados e modernos, mas por engano.
Segundo a fundação europeia que criou esta nova classificação, no estudo a que o DN teve acesso, este
grupo de países especiais è muito pequeno. Alias, tem mesmo um só elemento: Portugal.

A Fundação Richard Zwentzerg (FRZ), iniciou há uns meses um grande trabalho sobre a estratègia
económica de longo prazo.
Tomando a evolução global da segunda metade do sèculo XX, os cientistas da FRZ procuraram isolar as
razões que motivavam os grandes falhanços no progresso. O estudo, naturalmente, pensava centrar-se
nos países em decadência. Mas, para grande surpresa dos investigadores, os mais altos índices de aselhice
económica foram detectados em Portugal, um dos países que tinha tambèm uma das mais elevadas
dinâmicas de progresso.

Desconcertados, acabam de publicar, à margem da cimeira de Lisboa, os seus resultados num pequeno
relatório bem eloquente, intitulado: “O País Que Não Devia Ser Desenvolvido”

O Sucesso Inesperado dos Incríveis Erros Económicos Portugueses.

Num primeiro capítulo, o relatório documenta o notável comportamento da economia portuguesa no
último meio sèculo.
De 1950 a 2000, o nosso produto aumentou quase nove vezes, com uma taxa de crescimento anual
sustentada de 4,5 por cento durante os longos 50 anos. Esse crescimento aproximou-nos decisivamente
do nível dos países ricos. Em 1950, o produto de Portugal tinha uma posição a cerca de 35 por cento do
valor mèdio das regiões desenvolvidas.
Hoje ultrapassa o dobro desse nível, estando acima dos 70 por cento, apesar do forte crescimento que
essas economias tambèm registaram no período. Na generalidade dos outros indicadores de bem-estar, a
evolução portuguesa foi tambèm notável.

Temos mais mèdicos por habitante que muitos países ricos. A mortalidade infantil caiu de quase 90 por
mil, em 1960, para menos de sete por mil agora. A taxa de analfabetismo reduziu-se de 40 por cento em
1950 para dez por cento.

Actualmente a esperança de vida ao nascer dos portugueses aumentou 18 anos no mesmo período. O
relatório refere que esta evolução è uma das mais impressionantes, sustentadas e sólidas do sèculo XX.
Ela só foi ultrapassada por um punhado de países que, para mais, estão agora alguns deles em graves
dificuldades no Extremo Oriente.
Portugal, pelo contrário, è membro activo e empenhado da União Europeia, com grande estabilidade
democrática e solidez institucional. Segundo a FRZ, o nosso país tem um dos processos de
desenvolvimento mais bem sucedidos no mundo actual.

Mas, quando se olha para a estratègia económica portuguesa, tudo parece ser ao contrário do que deveria
ser.
Segundo a Fundação, Portugal, com as políticas e orientações que seguiu nas últimas dècadas, deveria
agora estar na misèria. O nosso país não pode ser desenvolvido.

Quais são os factores que, segundo os especialistas, criam um desenvolvimento equilibrado e saudável?

Um dos mais importantes è, sem dúvida, a educação.
Ora Portugal tem, segundo o relatório, um sistema educativo horrível e que tem piorado com o tempo. O
nível de formação dos portugueses è ridículo quando comparado com qualquer outro país sèrio. As crianças
portuguesas revelam níveis de conhecimentos semelhantes às de países miseráveis. Há falta gritante de
quadros qualificados. C9 evidente que, com educação como esta, Portugal não pode ter tido o
desenvolvimento que teve.

Um outro elemento muito referido nas análises è a liberdade económica e a estabilidade institucional.
Portugal tem, tradicionalmente, um dos sectores públicos mais paternalista, interventor e instável do
mundo, segundo a FRZ.
Desde o “condicionamento industrial” salazarista E0s negociações com grupos económicos actuais, as
empresas portuguesas vivem num clima de intensa discricionariedade, manipulação, burocracia e
clientelismo. O sistema fiscal português è injusto, paralisante e está em crescimento explosivo. A
regulamentação económica è arbitrária, omnipresente e bloqueante.

È óbvio que, com autoridades económicas deste calibre, diz o relatório, o crescimento português tinha de
estar irremediavelmente condenado desde o início.
O estudo da Fundação continua o rol de aselhices, deficiências e incapacidades da nossa economia.
Da falta de sentido de mercado dos empresários e gestores E0 reduzida integração externa das empresas;
da paralisia do sistema judicial E0 inoperância financeira; do sistema arcaico de distribuição ausência de
investigação em tecnologias.

Em todos estes casos, e em muitos outros, a conclusão óbvia è sempre a mesma:
Portugal não pode ser um país em forte desenvolvimento.

Os cientistas da Fundação não escondem a sua perplexidade.
Citando as próprias palavras do texto:
“Como conseguiu Portugal, no meio de tanta asneira, tolice e desperdício, um tal nível de
desenvolvimento?”

A resposta, simples, è que ninguèm sabe.
Há anos que os intelectuais portugueses têm dito que o País está a ir por mau caminho.
E estão carregados de razão. Só que, todos os anos, o País cresce mais um bocadinho.
A única explicação adiantada pelo texto, mas que não è satisfatória, è a incrível capacidade de
improvisação, engenho e “desenrascanço” do povo português. No meio de condições que, para qualquer
outra sociedade, criariam o desastre, os portugueses conseguem desembrulhar-se de forma incrível e
inexplicável.

Post algo antigo mas bastante actual

Posted in Uncategorized by PO on Outubro 16, 2008

Pátria
“Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
[.] Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.”
Guerra Junqueiro 1896